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sábado, 2 de julho de 2011

Parábolas - atividades




quinta-feira, 8 de julho de 2010

Parábola do Bom Samaritano

O bom samaritano
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Postado por Teresinha Medeiros em Yahoo Grupos.

sábado, 25 de julho de 2009

O Bom Samaritano






segunda-feira, 6 de julho de 2009

A PARÁBOLA DA TORRE

(Lucas, capítulo 14º, versículos 28 a 30)

Certa vez, um fazendeiro quis construir uma torre, a fim de defender sua propriedade. Assim se fazia antigamente, nos tempos de Jesus. No alto da torre ficavam os vigias; a torre tinha outras utilidades também.

Vários amigos o animaram na construção da pequena fortaleza. Dizia-lhe um, muito animado, que começasse imediatamente a lançar os alicerces.
Outro companheiro, também muito otimista, lhe disse que nada deveria temer, pois quem muito pensa e muito teme nada consegue fazer.
Outro amigo, igualmente entusiasmado, o animou a iniciar logo a construção da torre, afirmando-lhe que o ajudaria com o trabalho e lhe daria uma parte das pedras necessárias.
O fazendeiro, porém, não começou logo a construir a torre. Pensou primeiro e primeiro fez o cálculo das despesas da construção. Procurou saber, antes de tudo, o preço das pedras, dos tijolos e de todo o material necessário para a edificação da sua pequena fortaleza. Buscou saber, também, quanto teria que pagar aos operários e ao mestre construtor, que era um arquiteto estrangeiro. Depois de tudo examinar com cuidado e exatidão, depois de verificar que as despesas estavam ao seu alcance, resolveu contratar os trabalhadores, comprar o material e iniciar as obras.
Os amigos criticaram o fazendeiro pela sua demora. Mas, ele lhes explicou que tudo na vida tem um preço. E que ele, para ser honesto, só poderia fazer o que fez: calcular primeiramente as despesas da construção, a fim de não dar prejuizo a ninguém.
— Meus amigos — disse o fazendeiro — eu sou um homem de responsabilidade. Não posso prejudicar a ninguém e tendo de zelar pela honra de meu nome. Se eu começasse a construção da torre sem fazer os cálculos que fiz, poderia não ter recursos para terminar a obra e todos zombariam de mim. Diriam: “Este homem começou a edificar e não pôde acabar”. E que significaria isso, se tal acontecesse? Todos diriam que eu sou um homem sem juízo, que se pôs a fazer o que não podia, causando prejuízo aos outros. Mas, graças a Deus, não procedi assim; fiz os cálculos, vi que poderia construir a torre e... ei-la pronta!
O fazendeiro mostrou, então, a bela torre aos seus amigos animados, mas, apressados. Todos ficaram muito contentes, porque a pequena fortaleza poderia defender com segurança as propriedades do sábio e honrado fazendeiro. Além disso, seus amigos compreenderam a grande lição...

*

Que grande lição é esta. querida criança?
E a seguinte: todas as coisas, neste mundo e na Eternidade, têm um custo exato. Tudo tem seu preço na vida. Preço material, representado pelo valor em dinheiro, ou preço espiritual, que significa outro valor — valor moral —, diante de Deus.
Compreende bem isso, filhinho? Veja, então:
você sabe o preço de seus livros, sabe o preço do sorvete, sabe o custo da bola e do lápis. Todas essas coisas têm um custo. Se você quer um sorvete, tem que saber primeiro se pode pagar o custo dele. Se pode, você o compra. Antes de comprar a bola, você busca saber quanto ela custa, se você possue o di¬nheiro suficiente, você pode adquiri-la.
Assim também, querida criança, são os valores espirituais para quem quer seguir a Jesus. Se você quer ser bom, se quer ser honesto e digno, se quer ser um verdadeiro discípulo do Evangelho, você tem que “pagar” alguma coisa por isso. Mas, não é pagar dinheiro. O dinheiro não compra virtudes.
As virtudes, os valores morais, as qualidades superiores da alma são conquistadas pelo esforço no bem, com a renúncia do mal. Eis aí o preço: você tem de se esforçar muito e abandonar tudo que prejudica seu progresso espiritual.
Se você der todas as suas forças para tornar-se bondoso, honesto, cumpridor dos seus deveres; abandonando os maus costumes, os vícios, não acompa¬nhando os maus exemplos, você estará construindo sua torre (que significa seu valor moral, o aperfeiçoamento espiritual).
Para sermos cristãos verdadeiros, filhinho, é preciso que paguemos o preço do esforço e da renúncia. Esforço no caminho do bem e renúncia de tudo que prejudica nosso espírito.
Examine sua alma. Pense no que você é. Faça os cálculos de seus valores morais e de seus defeitos, tal como fez o construtor da torre. Analise, num exame de consciência, seu próprio espírito, filhinho. Faça isso sinceramente. Pergunte a você mesmo:
— Gosto mais de estudo ou da vadiagem?
— Gosto mais das coisas de Deus ou das inutilidades do mundo?
— Quero ser mesmo um seguidor de Jesus? Ou tenho ambições de grandeza terrena?
— Sou honesto nos meus negócios ou não me incomodo de prejudicar os outros?
- Sou vingativo ou perdoador? Sincero ou mentiroso? Obediente ou rebelde? Humilde ou orgulhoso? Cumpridor das minhas tarefas ou preguiçoso? Reconhecido aos meus benfeitores ou ingrato?
Se você reconhece que ainda é um menino que tem muitos defeitos, procure corrigir-se, filhinho. Renuncie ao mal, abandone o que mancha sua alma, largue o que impede seu progresso, recuse o que ofende a Deus e a consciência. Com seu esforço, “compre” no Evangelho os bens materiais de construção, as “pedras” do bem e da sabedoria de Jesus. Proceda como o fazendeiro da parábola e você edificará uma torre de virtudes no seu coração.
Tenha a certeza de que Jesus, que é o Mestre Construtor de nossas vidas, abençoará seu esforço no bem e sua renüncia ao mal. E ajudará sua alma. Sua torre espiritual será, para sempre, a poderosa fortaleza de seu Espírito.

TRANSCRIÇÃO DO TEXTO EVANGÉLICO (Conforme Novo Testamento, Tradução Brasileira, Sociedades Bíblicas Unidas, Rio.)

A PARÁBOLA DA TORRE
(Lucas, capítulo 14º, versículos 28 a 30)

28 POIS qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a calcular a despesa, para ver se tem com que a acabar?
29 Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem, comecem a zombar dele, dizendo:
30 Este homem começou a edificar, e não pôde acabar.

Referência: Histórias que Jesus contou, de Clóvis Tavares.

A PARÁBOLA DOS DOIS FILHOS

(Mateus, capítulo 21º, versículos 28 a 32)

Um homem tinha dois filhos. Ambos viviam com seu pai numa vinha que pertencia à família.

Um dia, pela manhã, o pai chamou o menino mais velho e disse-lhe:
— Meu filho, hoje não irás ao mercado da vila. Já fiz todas as compras necessárias. Vai trabalhar na vinha.
O jovenzinho, que era tido como um modelo de menino educado, pelas atenções que dispensava a todos, respondeu com toda a delicadeza a seu pai:
— Sim, meu pai, já vou.
A verdade, porém, é que prometeu, mas não foi. Desejaria ir ao mercado, mas não trabalhar na vinha, colhendo cachos e mais cachos de uvas. Ficou intimamente aborrecido com a ordem do pai, mas, não quis desrespeitá-lo com palavras. E pensou consigo mesmo: “Desejaria tanto ir ao mercado hoje... Lá me encontraria com Joel e Davi... E meu pai me mandou catar bagos na vinha... Não, não irei. Disse que iria, mas não vou... Não, não vou mesmo...
E não foi.
Na mesma hora, também, o pai chamou o filho caçula, que era o desobediente da casa. Muito rebelde, era considerado pelos vizinhos “uma pestezinha”, o oposto do irmão mais velho.
O pai chamou-o, também, e disse-lhe:
— Meu filho, não terás que acompanhar teu irmão ao mercado hoje. Já chegaram as compras que fiz. Vai trabalhar na vinha.
O menino, que era muito impulsivo, respondeu com muita aspereza ao pai:
- Eu, não... Não quero trabalhar na vinha...
E correu. Entrando, instante depois, em seu quarto, arrependeu-se das palavras brutas que disse ao paizinho tão amigo e voltou a sala para pedir-lhe perdão. E foi, com a consciência tranqüila, colher os cachos de uva nas lindas videiras de seu pai.

*

Jesus contou esta Parábola dos Dois Filhos, em Jerusalém, aos sacerdotes que duvidaram de Sua Missão e que não se arrependeram com as pregações de João Batista. E é aos mesmos sacerdotes que Jesus pergunta, ao terminar a parábola:
— Qual dos dois filhos fez a vontade do pai?
— O segundo.
E Jesus lhes disse:
— Em verdade vos digo, que os publicanos que roubam e as mulheres que pecam entrarão no reino de Deus antes de vós. Porque João veio, exemplificando a justiça e a vontade de Deus, e os pecadores o ouviram e se arrependeram de seus pecados, começando uma vida nova. Mas, vós, que também ouvistes João, não vos arrependestes nem crestes nele.

*

Entendeu, querida criança, a Parábola dos Dois Filhos?
O filho mais velho era um menino de bons modos, muito educado, atencioso, de finas maneiras. Era considerado por todos um modelo de perfeita educação. Respondia e falava sempre com muita cortesia e não magoava a ninguém com palavras. E assim procedeu para com seu pai. intimamente, porém, era um rebelde, que só fazia o que desejava, só gostava de atender à própria vontade e aos próprios caprichos. Respondeu com delicadeza ao pai, mas, não obedeceu a ele. Era um rebelde “invisível”.
O segundo, o caçula, não tinha as maneiras polidas do irmão. Era, muitas vezes, áspero de linguagem, mas, no fundo, não era mau nem revoltado. Sabia reconhecer seus erros, pedia perdão de suas faltas e acabava fazendo a vontade de seu pai.
No caminho de nossa perfeição espiritual devemos proceder como o segundo menino da história. De nada nos valerá conseguir a aparência de pessoa educada, caridosa e cristã, se interiormente não dese¬jarmos fazer a vontade de Deus.
O menino mais velho é o símbolo das pessoas que aparentam muita decência, delicadeza e fé, mas, praticamente são desobedientes à moral e à lei de Deus.
O menino caçula é o símbolo da alma que é habituada ao erro e aos maus costumes, à desobe¬diência e à indelicadeza, mas, que reconhece seus erros, arrepende-se sinceramente, pede perdão de suas faltas e depois faz o que devia fazer, obede¬cendo à vontade de Deus e não aos seus caprichos.
Que você, querido filho, tenha a facilidade do caçulinha da parábola para arrepender-se de suas faltas. Faltas para com o papai amigo, para com a mãezinha bondosa, para com os maninhos que Deus lhe deu...
Busque acima de todas as coisas da vida, em todas as situações e em todas as horas, fazer a von¬tade do Pai do Céu, sem discussões e sem rebeldia. A Vontade de Deus é Sempre o Bem, a Paz e a Verdade.
Que você diga sempre a Deus: “EU VOU, MEU PAI DO CÉU” e vá mesmo. Você colherá as lindas uvas da paz e da sabedoria do Alto, da bondade e da verdade eternas. E pelo amor que obèdece, você estará com Deus para sempre...

TRANSCRIÇÃO DO TEXTO EVANGÉLICO (Conforme Novo Testamento, Tradução Brasileira, Sociedades Bíblicas Unidas, Rio.)

A PARÁBOLA DOS DOIS FILHOS
(Mateus, capítulo 21º, versículos 28 a 32)

28 MAS que vos parece? Um homem tinha dois filhos; chegando ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha.
29 Ele respondeu: Irei, senhor — e não foi.
30 E chegando ao segundo, disse-lhe o mesmo. Porém, este respondeu: Não quero — mais tarde, tocado de arrependimento foi.
31 Qual dos dois fez a vontade do pai? Responderam eles: O segundo. Declarou-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entrarão primeiro do que vós no reino de Deus.
32 Porque João veio a vós no caminho da justiça, e não lhe destes crédito, mas os publicanos e as meretrizes lho deram; e vós, vendo isto, nem vos arrependestes depois, para lhe dardes crédito.

Referência: Histórias que Jesus contou, de Clóvis Tavares.

A PARÁBOLA DO FARISEU E DO PUBLICANO

(Lucas, capítulo 18º, versículos 9 a 14)

Um dia, dois homens subiram as escadarias do Templo de Salomão para fazer suas preces.
Um deles era um fariseu e outro era um publicano.

Antes de contar a história desses dois homens, explicaremos alguma coisa a você.
Os fariseus eram homens religiosos, que viviam no tempo de Jesus. Eram muito orguLhosos e se con¬sideravam perfeitos por cumprirem as determinações da sua religião. Gostavam de discutir sobre assuntos espirituais. Consideravam suas interpretações como as únicas certas. Eram vaidosos pela antigüidade de sua seita religiosa. Tratavam os partidários das outras crenças com ódio e desprezo. Achavam que “religião” era somente a prática de cerimônias nas suas igrejas (que eram chamadas sinagogas; templo só havia um, o de Salomão, em Jerusalém). Eram, quase sempre, cheios de vícios e erros, mas, fingiam por palavras e atitudes que eram corretos e santos.
Os publicanos eram os cobradores de impostos. No tempo de Jesus, a Palestina pertencia ao Império Romano. Por isso, os judeus pagavam impostos ao Imperador. Os pubLicanos eram, em geral, judeus que exerciam essa profissão: cobravam impostos de seus compatriotas em favor do Império de Roma. Aproveitavam-se, muitas vezes, da sua função para impor multas desonestas, roubando o povo. Por isso, eram geralmente odiados e tidos como ladrões.

*

Voltemos, agora, à nossa história.
Um fariseu e um publicano subiram ao Templo para orar.
O fariseu fazia sua oração, dizendo:
— Ó meu Deus, eu Te agradeço muito, porque não sou semelhante aos outros homens, que são ladrões e injustos. Agradeço-te porque não sou como este publicano indigno que está ali adiante... Ó Senhor, todas as segundas e quintas-feiras eu jejuo, recordando a subida de Moisés ao Monte Sinai e sua descida com as Tábulas da Lei. Dou o dizimo(*) de tudo quanto ganho nos meus negócios...
O publicano estava a alguma distância do fari¬seu. Não tinha coragem nem de levantar os olhos ao Céu, pois estava profundamente arrependido dos furtos que cometia ao cobrar os impostos. Também orava, mas, sua prece era muito diferente da oração do fariseu orgulhoso.
Dizia o publicano na sua prece: — Ó Deus, tem misericórdia de mim, que sou um miserável pecador!

*

Que foi que aconteceu depois dessas duas orações?
Preste atenção, filhinho: Deus ouve todas as preces que nós Lhe fazemos. Mas, nem a todas Ele responde. A prece do, fariseu era uma declaração de orgulho; nem merecia ser chamada prece. Deus não atende aos orgulhosos.
A oração do publicano é o grito de uma alma arrependida de seus pecados. E é justamente isso que Deus deseja: que nós reconheçamos nossos erros e nos emendemos, buscando o caminho do bem. Por isso (é Jesus quem diz no Evangelho), Deus atendeu à oração do publicano e o justificou, isto é, deu-lhe novas forças para que ele se corrigisse e caminhasse honestamente na vida.
Encerrando a Parábola, disse Jesus: “Todo aquele que se exalta (isto é, que se torna orgulhoso) será humilhado; mas, o que se humilha, será exaltado”.

*

Entendeu bem, meu filho, o significado espiri¬tual da Parábola do Fariseu e do Publicano?
O fariseu não teve sua oração atendida por Deus por causa do orgulho e dureza de coração. Em lugar de suplicar as benções de Deus para sua alma, ele, cheio de orgulho, desprezou os outros, considerando-se muito digno. Demonstrou ignorar a Sabedoria de Deus, pois apresentou ao Pai Celestial uma lista das coisas que fazia, como se Deus não soubesse de tudo que acontece.
O publicano, ao contrário, foi humilde e sincero. Reconheceu, diante de Deus, que era um pecador e pediu perdão de suas faltas e culpas. Por isso, foi ouvido por Deus, que Lhe deu novas forças espirituais.
Que você, filhinho, nunca proceda como o fari¬seu da Parábola. Nunca se considere superior aos seus companheiros. Não se julgue melhor que seus irmãozinhos, nem mais inteligente que seus colegas. Nunca pense que você é mais puro ou mais digno que seus companheiros da Escola de Evangelho. Nunca fale de suas vitórias, nem de valores que você julgue possuir: o fariseu é que fez isso.
Não pense também nas boas coisas que você já realizou. Pense no bem que você ainda pode e deve fazer. Para que você nunca se orgulhe de nada que sabe ou possui, olhe o exemplo dos Grandes Missio¬nários de Deus que passaram pelo mundo. Veja como a sua vida é pobrezinha em comparação com a deles. Não fique desanimado com isso. Você deve imitá-los, mas não se considere justo nem perfeito ainda.
Convém, que você, diante de Deus, com a humildade do publicano, conte ao Pai do Céu, com toda a sinceridade, suas faltas, seus defeitos e seus pecados. Faça tudo isso em oração. Honestamente e sincera-mente. E Deus olhará para você com o mesmo amor com que abençoou o publicano. Dará a você novas forças, novos pensamentos, novas bênçãos. E você há de ser uma criança realmente bondosa, sincera, humilde, obediente — uma alma verdadeiramente cristã!

(*) Dízimo — quer dizer “a décima parte”. Era a contri¬buição da décima parte das colheitas ou rendimentos, que os judeus pagavam.

TRANSCRIÇÃO DO TEXTO EVANGÉLICO (Conforme Novo Testamento, Tradução Brasileira, Sociedades Bíblicas Unidas, Rio.)

A PARÁBOLA DO FARISEU E DO PUBLICANO
(Lucas, capítulo 18º, versículos 9 a 14)

9 PROPÔS também a seguinte parábola a alguns que confiaram na sua própria justiça e desprezavam aos outros:
10 Subiram dois homens ao templo para orar: um fariseu, e outro publicano.
11 O fariseu, posto em pé, orava dentro de si desta forma: Ó Deus, graças Te dou que não sou como os demais homens, que são ladrões, injustos, adúlteros, nem ainda como este publicano;
12 Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.
13 O publicano, porém, estando a alguma dis¬tância, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas, batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê pro¬picio a mim, pecador.
14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas, o que se humilha será exaltado.

Referência: Histórias que Jesus contou, de Clóvis Tavares.

A PARÁBOLA DO JOIO E DO TRIGO

(Mateus, capítulo 13º, versículos 24 a 30, e 36 a 43)

Um semeador, durante todo o dia, semeou grãos de trigo no seu campo.
Ao por do sol voltou para casa, cansado, mas, feliz por haver realizado sua missão de trabalho. Se¬meara trigo e estava contente porque aquele trigo seria, em breve, transformado em pão, para ali¬mento de muita gente.

Porém, esse homem tinha um inimigo que inve¬java suas plantações. O inimigo era mau e queria, a todo custo prejudicar as sementeiraS do fazendeiro.
“Que farei?” — pensava o inimigo. E teve a idéia maldosa de semear pequenas pedras no campo de trigo; mas, poderiam ser retiradas e seu ódio não ficaria satisfeito. Resolveu, então, semear joio onde o trigo havia sido semeado. Foi esse o plano maldoso do inimigo do semeador.
O joio é uma planta muito parecida com o trigo, mas, não serve para a alimentação do homem, po¬dendo até envenená-lo. Eis porque o inimigo do fa¬zendeiro quis fazer a mistura do joio com o trigo no campo, visando prejudicar a colheita e causar males aos que se alimentassem do produto daquele campo.
O inimigo fez o que pensou. Durante a noite, enquanto o fazendeiro e seus trabalhadores dormiam, o homem maldoso entrou no campo e semeou joio no meio do trigal. Completada sua obra de ódio e ruindade, ele se retirou, cuidadosamente.
Algum tempo depois, quando as espigas de trigo já surgiam no campo, apareceu também o joio.
Então, os trabalhadores foram dizer ao fazen¬deiro o que haviam visto no campo:
— Senhor, não semeaste no campo somente boas sementes? Por que, então, está nascendo joio no tri¬gal?
O fazendeiro já havia descoberto tudo e respon¬deu aos servidores:
— Foi um inimigo que fez isso...
Os trabalhadores lhe perguntaram:
— Senhor, queres que vamos, agora mesmo, arrancar o joio?
O senhor, porém, lhes respondeu com uma expli¬cação:
- Não é possível fazer isso agora. Vocês sabem que o joio é muito parecido com o trigo.
Se vocês quiserem arrancar o joio, que foi plantado junto com o bom grão, arrancarão também o trigo, pois as raizes de ambos muitas vezes se entrelaçam. Deixem que cresçam juntos o joio e o trigo. Na época da ceifa, eu direi aos ceifeiros que colham primeiro o joio e o atem em feixes para queimá-lo; e depois juntem o trigo no meu celeiro.

*

Esta Parábola do Joio e do Trigo, Jesus a contou ao povo da Galiléia. Seus discípulos estavam presen¬tes, mas, não a entenderam. Quando Jesus chegou àcasa de Simão Pedro, os discípulos lhe pediram que lhes explicasse a parábola.
E o Divino Mestre interpretou-a com muita sim¬plicidade.
Que você, meu querido menino, preste atenção para entendê-la também. Eis a explicação de Jesus:
O Semeador, é Ele mesmo, Jesus, que semeia a boa semente.
O campo é o mundo, Terra onde vivemos.
A boa semente são os filhos do Reino, isto é, são as almas que ouvem o Evangelho e fazem todos os esforços para compreendê-lo e praticá-lo.
O joio são os filhos do Maligno, o que quer dizer, as almas que não querem ouvir as leis divinas nem as cumprir, mas, buscam os maus caminhos do vicio, da maldade e do pecado.
O inimigo, que semeou o joio, é o Diabo, palavra que traduz as Forças do Mal, os Espíritos das Trevas, que lutam contra a obra de Jesus, induzindo as almas ao crime, ao pecado e à injustiça.
A ceifa é o fim do mundo, isto é, a época da regeneração da Terra, quando o nosso planeta dei¬xar de ser um mundo de expiação e de provas para ser elevado à categoria de mundo de regeneração, com o surgimento do Reinado de Jesus entre os homens.
Os ceifeiros são os anjos. A palavra anjo quer dizer mensageiro. Os ceifeiros serão os Mensageiros da Luz, verdadeiros chefes invisíveis da humanida¬de; são os Grandes Espíritos que, em nome de Deus, dirigem os nossos destinos e vão presidir a trans-formação do mundo.
Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será também na época da Grande Regenera¬ção em nosso mundo. Haverá uma verdadeira sepa¬ração das almas obedientes das rebeldes. Os que desejam sinceramente o caminho do Bem e da Jus-tiça serão distanciados daqueles que, por gosto próprio, preferem o caminho da maldade e da injus¬tiça.
Os Grandes Espíritos presidirão a essa separa¬ção, que não está longe de ser feita. Todos os que cometem escândalos, maldades, injustiças serão des¬tinados aos mundos inferiores, onde serão purifica¬dos pelo fogo da dor e da expiação. Nesses mundos inferiores (que são o inferno de que fala o Evan¬gelho), as almas rebeldes sofrem imensamente. Mais tarde, você vai ler os livros de André Luiz, psico¬grafados por Francisco Cândido Xavier, e verá como é triste o destino das almas que se colocam contra as leis de Deus.
Outro, bem diferente, é o destino dos justos, das almas obedientes e fiéis. Disse Jesus: “Elas brilha¬rão como o sol, no Reino de Deus”. Aqueles que, neste mundo, buscarem fazer o bem aos semelhantes e cumprir os mandamentos divinos, serão, na Eterni-dade, Espíritos bons e dignos, seres felizes, belos e resplandecentes. Eis a recompensa que Deus destina aos Seus filhos bondosos e fiéis.

*

Entendeu, filhinho, a Parábola do Joio e do Trigo?
Medite bem nela. Seja no mundo a semente de trigo, crescendo sob as bênçãos de Deus, para se transformar numa espiga loura e bela. Seja um filho do Reino, sempre obediente à Lei Divina.
Não permita que as Forças do Mal — Espíritos das Trevas —, lancem no seu coraçãozinho o joio da rebeldia e da maldade, dos pensamentos pecamlno¬sos e indignos.
Salomão já ensinava, há três mil anos: “Acima de todas as coisas que se devem guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Provérbios, 4:23).
É uma grande verdade, meu filho. Guarde o seu coraçãozinho para o Divino Semeador. Receba so¬mente as sementes do trigo celeste, que são os ensi¬nos de Jesus e as inspirações do bem.

TRANSCRIÇÃO DO TEXTO EVANGÉLICO (Conforme Novo Testamento, Tradução Brasileira, Sociedades Bíblicas Unidas, Rio.)

A PARÁBOLA DO JOIO E DO TRIGO
(Mateus, capítulo 13º, versículos 24 a 30, e 36 a 43)

24 JESUS lhes propõs outra parábola: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo.
25 Mas, enquanto os homens dormiam, veio um inimigo dele, semeou joio no meio do trigo e retirou-se.
26 Porém, quando a erva cresceu e deu fruto, então apareceu também o joio.
27 Chegando os servos do dono do campo, disse¬ram-lhe: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Pois donde vem o joio?
28 Respondeu-lhes: Homem inimigo é quem fez isso. Os servos continuaram: Queres, então, que vamos arrancá-lo?
29 Não — respondeu ele —, para que não suceda que, tirando o joio, arranqueis juntamente com ele também o trigo.
30 Deixai de crescer ambos juntos à ceifa; e no
tempo da ceifa direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o
joio e atai-o em feixes para o queimar, mas recolhei o
trigo no meu celeiro.
36 Então, tendo deixado as turbas, entrou Jesus em casa. E chegando-se a eles, seus discipulos, dis¬seram: Explica-nos a parábola do joio do campo.
37 Ele respondeu: O que semeia a boa semente éo Filho do Homem;
38 O campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do Maligno;
39 O inimigo que o semeou é o Diabo; a ceifa é o fim do mundo, e os ceifeiros são os anjos.
40 Pois assim como o joio é ajuntado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo.
41 O Filho do homem enviará os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino tudo que serve de pedra de tropeço e os que praticam a iniqüidade.
42 E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali have¬rá o choro e o ranger de dentes.
43 Então, os justos brilharão como o sol no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça.

Referência: Histórias que Jesus contou, de Clóvis Tavares.

A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA

(Lucas, capítulo 15º, versículos 8 a 10)

Uma pobre mulher tinha dez dracmas. Era toda a sua riqueza...
A dracma era uma pequena moeda grega, que tinha valor também na terra de Jesus, pois muitos filhos da Grécia lá viviam e usavam essa moeda.
A pobre mulher possuia dez moedinhas gregas.

Guardava-as com cuidado, pois era zelosa de seus deveres e aquela pequena quantia estava destinada ao pagamento de suas despesas no lar.
Ela não ficou sabendo como, mas, a verdade éque, quando abriu o cofrezinho, onde guardava o dinheiro, só encontrou nove moedas. Para onde teria ido a que faltava?
Acendeu a candeia de barro e procurou-a em sua casinha. Remexeu as roupas, arrastou a pequena mobília e buscou a vassoura. Varreu toda a casa, em busca da moedinha que lhe era tão útil e necessária. Finalmente, depois de muito procurar e muito varrer, encontrou sua dracmazinha perdida.
Que alegria! Agora poderia pagar todas as suas pequenas dívidas... Não estava mais preocupada: achou sua moedinha desaparecida e novamente a colocou junto das outras nove, na caixinha de ma¬deira.
Ficou tão contente com o encontro, que contou o caso às suas amigas vizinhas que também eram po¬bres, e para quem uma pequena moeda fazia igual¬mente muita falta.
E dizia às suas vizinhas:
- Minhas amigas, alegrem-se comigo, porque achei a minha dracma que se havia perdido.
Assim também — diz Jesus no Evangelho — há muita alegria entre os anjos de Deus quando um pecador se arrepende dos erros cometidos.

*

Esta parábola, filhinho, como as duas anteriores — do Filho Pródigo e da Ovelha Desgarrada — tam¬bém quer levar nossa alma ao arrependimento de nossas faltas. A história nos mostra que existe um Deus de Bondade que quer salvar-nos de nossos erros e pecados.
Se uma pobre mulher, ao perder uma pequena moeda, se esforça para encontrá-la e não descansa enquanto não a acha, também Deus, meu filho, nos procura, sem cessar, nos quartos escuros de nossas vidas. Também Deus acende uma candeia e nos ilu¬mina, pois, nós somos Suas “dracmas perdidas”. Ele quer encontrar-nos, Ele nos quer para Si Mesmo, para o seu Reino, para a Felicidade Eterna que nos reserva.
É por isso, filhinho, que o Céu tanto se preocupa em iluminar a Terra. É por isso que Deus possui um imenso exército de Benfeitores Celestiais — que são os Bons Espíritos, os Espíritos da Luz e do Bem —que, incessantemente, nos inspiram seus bons pen¬samentos, ajudando-nos sempre e ensinando-nos a Vontade Divina em suas mensagens.
Os Benfeitores Espirituais são como que as can¬deias de Deus. E nós as dracmas perdidas. Nós esta¬mos no chão, na poeira de nossos erros, longe da Luz e da Verdade. Mas, os Benfeitores Espirituais, as candeias de Deus, nos iluminam. Se nós nos entre¬garmos em suas mãos, se aceitarmos sua Luz e nos arrependermos sinceramente de nossas faltas, eles nos tomam sob sua guarda — eles nos “acham” — e se alegram muitissimo com a nossa regeneração. Há, então, muita alegria no Céu, entre nossos Benfeitores Espirituais, porque nossas almas sairam da es¬curidão do erro, aceitaram a Luz da Verdade e voltaram para as mãos de Deus.
Que você, querida criança, pense bem, medite sinceramente sobre esta parábola. Se você se sente uma “dracmazinha perdida” (isto é, se você reconhe¬ce seus defeitos e imperfeições), não se esconda da Luz da Verdade, que está em Jesus Cristo. Deixe que os Mensageiros Divinos, que são as Lâmpadas do Céu, “achem” você, para fazer de sua alma arrepen¬dida uma alma pura, bondosa e obediente a Deus.
Se você proceder assim, dará muita alegria a eles e será imensamente feliz.

TRANSCRIÇÃO DO TEXTO EVANGÉLICO (Conforme Novo Testamento, Tradução Brasileira, Sociedades Bíblicas Unidas, Rio.)

A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA
(Lucas, capítulo 15º, versículos 8 a 10)


8 OU QUAL é a mulher que, tendo dez dracmas e perdendo uma, não acende a candeia, não varre a casa e não a procura diligentemente até achá-la?
9 Quando a tiver achado, reúne as suas amigas e vizinhas, dizendo: Regozijai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido.
10 Assim, digo-vos, há júbilo na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.
Referências: Histórias que Jesus contou, de Clóvis Tavares.

A PARÁBOLA DA OVELHA DESGARRADA

(Lucas, capítulo 13º, versículos 3 a 7)

Nos campos da Palestina, a terra onde Jesus nasceu, havia um homem que tinha cem ovelhas.
Era um pastor, pois ele mesmo as apascentava.
Com muito cuidado e bondade levava suas ovelhinhas aos lindos campos, onde havia bom pasto para elas. Levava-as também às fontes, onde elas encontravam água fresca e limpa.

O pastor era muito carinhoso e bom, e suas ovelhas o seguiam confiantes.
Um dia, uma ovelhinha fugiu do rebanho. Que teria pensado ela, para assim abandonar o pastor e suas irmãzinhas?
Certamente pensou que, além daqueles pastos onde vivia, havia pastagem melhor e mais rica. Pobrezinha! Não pensou nos perigos que poderia enfrentar longe do seu pastor. Não pensou que poderia encontrar, numa noite qualquer, sozinha, algum lobo ou alguma hiena que a devorasse. Não, a ovelhinha não pensou nos perigos... Pensou que era melhor ser sozinha, ser livre, correr pelos campos e pelas pastagens, solta, sem a vigilância de seu dono e sem a companhia de suas irmãs. E fugiu...
Correu muito, para livrar-se do pastor e para não ser vista pelas companheiras...
Mesmo assim, o pastor, que cuidava de suas cem ovelhinhas, sentiu a falta da fugitiva. No aprisco ele contou, logo na manhã seguinte, noventa e nove ovelhas.
Que fez, então, o bondoso pastor?
Deixou as noventa e nove ovelhinhas bem guardadas no redil e partiu em busca da ovelhinha desgarrada.
Andou muito o pobre pastor. Procurou-a pelas pastagens próximas e não a encontrou... Andou, andou muito... Subiu montes e vadeou riachos... Só no dia seguinte, encontrou a pobre ovelhinha deitada, perto de uma colina, machucada pelos espinhos por ter atravessado uma sebe. Já estava sem forças, sedenta e quase morta!...
Como estava arrependida do que fizera! Com que alegria recebeu o pastor amigo que chegava para salvá-la!
O pastor deu-lhe água, pensou-lhe as feridas, acariciou-a, conversou com ela... Colocou-a depois nos seus braços, acomodando-a bem em seu ombro. E voltou feliz, muito feliz, com sua ovelhinha.
Chegando a casa, chamou seus vizinhos e ami¬gos e disse-lhes:
— Alegrem-se comigo, meus amigos, porque já achei a minha ovelhinha que se havia perdido.
Assim também — diz Jesus no Evangelho — haverá mais alegria no Céu por um pecador que se arrepende do que pelo bom comportamento de noventa e nove justos.

*

Também esta parábola, filhinho, como a do Fi¬lho Pródigo, quer mostrar a você a Infinita Bondade do Céu para com as nossas almas.
A Parábola da Ovelha Desgarrada nos mostra os cuidados que Jesus tem conosco. Tudo Ele fez outrora, quando viveu neste mundo, e tudo ainda faz hoje, da Eternidade, para chamar as almas pecadoras ao arrependimento. Jesus é Bom Pastor. Ele deu Sua vida por nós, que somos Suas ovelhinhas.
A Parábola nos mostra que, longe do Divino Pastor, nós só podemos encontrar sofrimento, perigos, miséria e morte.
Mas, se nos arrependermos de nossas faltas, não só daremos alegria ao nosso Bom Pastor — JESUS — como também todo o Céu, todos os nossos Amigos
e Benfeitores Espirituais se alegrarão imensamente.
Haverá “alegria no Céu”, disse o Senhor.
Não queremos dar contentamento a Quem tudo sofreu pela nossa felicidade?
Não queremos dar alegria no Céu aos nossos Benfeitores Queridos que nos protegem e nos ensi¬nam o Bem?
Que o seu coração, meu filho, também se arre¬penda de suas faltas, mesmo pequeninas, para dar hoje, HOJE MESMO, uma grande alegria ao nosso Bom Pastor, que do Céu vela por nós e nos espera um dia no Seu Reino.

TRANSCRIÇÃO DO TEXTO EVANGÉLICO (Conforme Novo Testamento, Tradução Brasileira, Sociedades Bíblicas Unidas, Rio.)

A PARÁBOLA DA OVELHA DESGARRADA
(Lucas, capítulo 15º, versículos 3 a 7)

3 E JESUS propôs-lhes esta parábola:
4 Qual de vós é o homem que, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, e não vai em busca da que se havia perdido até achá-la?
5 Quando a tiver achado, põe-na cheio de júbilo sobre os seus ombros;
6 E chegando a casa, reúne os seus amigos e vizinhos e diz-lhes: Regozijai-vos comigo, porque achei a minha ovelha que se havia perdido.
7 Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos, que não necessitam de arrependimento.
Referências: Histórias que Jesus contou, de Clóvis Tavares.

A PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO

(Lucas, capítulo 10º, versículos 25 a 37)

Um dia, um pobre homem descia da cidade de Jerusalém para uma outra cidade, Jericó, a trinta e três quilômetros daquela capital, no vale do Rio Jordão.
A estrada era cheia de curvas. Nela havia muitos penhascos, em cujas grutas era comum se refugiarem os salteadores de estradas, que naquele tempo eram muitos e perigosos.
O pobre viajante foi assaltado pelos ladrões. Os salteadores usaram de muita maldade, pois, além de roubarem tudo o que o pobre homem trazia, ainda o espancaram com muita violência, deixando-o quase morto no caminho.

Logo depois do criminoso assalto, passou por aquele mesmo lugar um sacerdote do Templo de Salomão. Esse sacerdote vinha de Jerusalém, onde possivelmente terminara seus serviços religiosos, e se dirigia também para Jericó. Viu o pobre viajante caído na estrada, ferido, meio morto. Não se deteve, porém, para socorrê-lo. Não teve compaixão do pobre ferido, abandonado no chão da estrada. Apesar dos seus conhecimentos da Lei de Deus, era um homem de coração muito frio. Por isso, continuou sua viagem, descendo a montanha, indiferente aos sofrimentos do infeliz...
Instantes depois, passa também pelo mesmo lugar um levita. Os levitas eram auxiliares do culto religioso do Templo. Esse levita não procedeu melhor do que o sacerdote. Também conhecia a Lei de Deus, mas, na sua alma não havia bondade e ele fez o mesmo que o padre, seu chefe. Viu o ferido e passou de largo.
Uma terceira pessoa passa pelo mesmo lugar. Era um samaritano, que igualmente vinha de Jerusalém. Viu também o infeliz ferido da estrada, mas, não procedeu com: o sacerdote e o levita. O bom samaritano desceu do seu animal, aproximou-se do pobre judeu e se encheu de grande compaixão, quando o contemplou de perto, com as vestes rasgadas e sangrentas e o corpo ferido pelas pancadas que recebera.
Imediatamente, o bondoso samaritano retirou do seu saco de viagem duas pequenas vasilhas. Uma era de vinho, com ele desinfetou as feridas do pobre homem; outra, de azeite, com que lhe aliviou as dores. Atou-lhe os ferimentos e levantou o desconhecido, colocando-o no seu animal. Em seguida, conduziu-o para uma estalagem próxima e cuidou dele como carinhoso enfermeiro, durante toda a noite.
Na manhã seguinte, tendo de continuar sua viagem, chamou o dono do pequeno hotel, entregou-lhe dois denários (*) e recomendou-lhe que cuidasse bem do pobre ferido:
— Tem cuidado com o pobre homem. Se gastares alguma coisa além deste dinheiro que te deixo, eu te pagarei tudo quando voltar.

*

Jesus contou esta parábola a um doutor da lei que Lhe havia perguntado:
— Mestre, que devo fazer para possuir a Vida Eterna?
Jesus lhe respondeu que era necessário amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de todas as forças e de todo o entendimento; e também amar ao próximo como a si mesmo.
O doutor da lei, apesar de sua sabedoria, perguntou ao Divino Mestre quem é o próximo. Então, Jesus lhe contou a Parábola do Bom Samaritano. Terminada a história, o Senhor perguntou ao sábio judeu:
— Qual dos três (o sacerdote, o levita ou o samaritano) te parece que foi o próximo do pobre homem que caiu em poder dos ladrões?
— Foi o que usou de misericórdia para com ele —respondeu o doutor.
— Vai e faze o mesmo — disse-lhe o Divino Mestre.

*

Entendeu, filhinho, a Parábola do Bom Samaritano?
O doutor da lei queria saber quem ele deveria considerar seu próximo, a fim de amar esse mesmo próximo. Mas, Jesus lhe respondeu indiretamente à pergunta, com outra questão: “Quem foi o próximo do homem ferido?” Jesus indagou do doutor da lei quem soube ter amor no coração para o desconhecido padecente da estrada. E o doutor, que era um judeu (os judeus odiavam os samaritanos), confessou que foi o samaritano.
“Vai e faze o mesmo” — é a ordem eterna do Mestre. O nosso próximo, filhinho, é qualquer pessoa que esteja em nosso caminho; é qualquer alma necessitada de auxílio; é aquele que tem fome, que tem sede, que está desamparado, que está sofrendo na prisão ou no leito de dor...
Que você, meu filho, imite sempre o Bom Samaritano. Esteja sempre pronto para socorrer quem sofre, como o bondoso samaritano fez, sem qualquer indagação ao necessitado.
Que você faça o mesmo, como Jesus pediu. Nunca pergunte, nunca procure saber coisa alguma daquele que você pode e deve auxiliar. Não se interesse em saber se o pobre, se o doente, se o orfãozinho necessitado é espírita ou católico, se é judeu ou protestante, se é pessoa branca ou de cor. Não se interesse em saber quais as idéias que ele professa ou a politica que ele acompanha. Não cultive no coraçãozinho os odiosos preconceitos de raça, de religião ou de cor. Que você olhe apenas as feridas de quem sofre, para pensá-las. Que você enxergue somente a dor do próximo, para aliviá-la.
Imite o Bom Samaritano, filhinho. É Jesus quem pede ao seu coraçãozinho: “Vá e faça o mesmo”, sempre, em toda parte, com quem quer que seja.
Este é o caminho da Vida Eterna, com Jesus.

(*) O denário era uma moeda romana, em curso na Palestina no tempo de Jesus.

TRANSCRIÇÃO DO TEXTO EVANGÉLICO (Conforme Novo Testamento, Tradução Brasileira, Sociedades Bíblicas Unidas, Rio.)

A PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO
(Lucas, capítulo 10º, versículos 25 a 37)

25 LEVANTANDO-SE um doutor da lei, experimentou-O, dizendo: Mestre, que farei para herdar a Vida Eterna?
26 Respondeu-lhe Jesus: Que é o que está escrito na lei? Como lês tu?
27 Respondeu ele: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de toda a tua força e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.
28 Replicou-lhe Jesus: Respondeste bem; faze isto, e viverás.
29 Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo?
30 Prosseguindo Jesus, disse: Um homem des¬cia de Jerusalém a Jericó; e caiu nas mãos de salteadores que, depois de o despirem e espancarem, se retiraram deixando-o meio morto.
31 Por uma coincidência, descia por aquele caminho um sacerdote; e quando o viu, passou de largo.
32 Do mesmo modo, também um levita, chegando ao lugar e vendo-o, passou de largo.
33 Um samaritano, porém, que ia de viagem, aproximou-se do homem e, vendo-o, teve compaixão dele;
34 E chegando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; e pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma hospedaria e tratou-o.
35 No dia seguinte, tirou dois denários, deu-os ao hospedeiro e disse: Trata-o, e quanto gastares de mais, na volta eu to pagarei.
36 Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?
37 Respondeu o doutor da lei: Aquele que usou de misericórdia para com ele. Disse-lhe Jesus: Vai-te, e faze tu o mesmo.
Referências: Histórias que Jesus contou, de Clóvis Tavares.

A PARÁBOLA DO SEMEADOR

(Mateus, capítulo 13º, versículos 1 a 9, e 18, a 23)
Um semeador, como fazia todos os dias, saiu de casa e se dirigiu ao seu campo para nele semear os grãos de trigo que possuía, honrando a Deus com seu trabalho honesto.
Começou a semeadura. Enquanto lançava as sementes ao campo, algumas caíram no caminho, na pequena estrada que ficava no meio da seara. Você sabe que os passarinhos costumam acompanhár os semeadores ao campo, para comer as sementes que caem ao chão? Pois, isso aconteceu em nossa história. Alguns grãos caíram à beira da estrada, e os passarinhos, rápidos, desceram e os comeram.
O semeador, porém, continuou semeando. Outras sementes caíram num lugar pedregoso. Havia ali muitas pedras e pouca terra. As sementes nasceram logo naquele solo, que não era profundo. O trigo cresceu depressa, mas, vindo o sol forte, foi queimado; e como suas raízes não cresceram por causa das pedras, murchou e morreu.
Outros grãos caíram num pedaço do campo onde havia muitos espinheiros. Quando o trigo cresceu, foi sufocado pelos espinhos e também morreu.
Uma última parte das sementes caiu numa terra boa e preparada, longe dos pedregulhos e das sarças.
E o trigo ali semeado deu uma colheita farta. Cada grão produziu outros cem, outros sessenta ou outros trinta...

*

O próprio Jesus explicou a Seus discípulos a Pa¬rábola do Semeador.
As nossas almas, filhinho, são comparáveis aos quatro terrenos da história: “o terreno do caminho”, “o solo cheio de pedras”, “a terra cheia de espinheiros e “o terreno lavrado e bom.
Jesus é o Divino Semeador. A semente é a Sua Palavra de bondade e de sabedoria. E os diversos terrenos são os nossos corações, os nossos Espíritos, onde Ele semeia Seus ensinamentos, cheio de bondade para conosco.
E como procedemos para com Jesus? Como respondemos à Sua bondade? O modo como damos resposta ao amor cuidadoso do Divino Mestre é que nos classifica espiritualmente, isto é, mostra que espécie de terreno existe em nossa alma. Cada coração humano é uma espécie de terra, um dos quatro solos da parábola.
Vejamos, então, filhinho:
Quando alguém ouve a palavra do Evangelho e não procura compreendê-la, nem lhe dá valor, aparecem as forças do mal (os Espíritos maldosos, desencarnados ou encarnados) e arrebatam o que foi semeado no seu coração, tais como os passarinhos comeram as sementes... E sabe de que modo? Fazendo com que a alma esqueça o que ouviu, dando outros pensamentos à pessoa, fazendo com que ela se desinteresse das coisas espirituais. E a alma fica indiferente aos ensinamentos divinos. O coração dessa pessoa é semelhante ao “terreno do caminho”, onde a semente não chegou a penetrar. Um exemplo desse terreno é a criança que não presta atenção às aulas de Evangelho, ficando distraída durante as explica¬ções. Ou ainda, a criança que não gosta de ler os livrinhos que ensinam o caminho de Jesus...
E o segundo terreno, o pedregoso?
Esse terreno é a imagem da pessoa que recebe os ensinos de Jesus com muita alegria. São exemplos as pessoas entusiasmadas com o serviço cristão, ou as crianças animadas nas escolas de Evangelho, mas cuja animação dura pouco. Quando surgem as zombarias, as perseguições ou os sofrimentos, a alma, que é inconstante, abandona o caminho do Evangelho. Um exemplo para você, filhinho: uma criança está freqüentando as aulas de Moral Cristã numa Escola Espírita. Está aprendendo os mandamentos divinos, os ensinos de Cristo, o caminho do bem, da pureza, da honestidade. Está muito contente com o que está estudando. Sente-se animada e feliz. Um dia, aparece um colega do colégio ou da vizinhança, dizendo que o “Espiritismo é obra do demônio”, que “os que freqüentam aulas de Evangelho nas escolas Espíritas ficam loucos e vão para o inferno”. E zomba dele sempre que o encontra e lhe põe apelidos humilhantes. O nosso amiguinho não tem ainda firmeza de fé. Tem medo das zombarias dos colegas e dos vizinhos, que dizem que “somente sua religião é verdadeira” e lhe mandam “receber Espíritos na rua”. Amedrontado pela perseguição e pelos motejos, o nosso irmãozinho deixa a Escola de Evangelho, onde estava começando a compreender a beleza do ensino de Jesus e as bênçãos do Espiritismo Cristão. Esse menino tinha o coração semelhante ao “terreno cheio de pedras”, onde a planta da verdade não pôde crescer e frutificar.
O terceiro solo é a “terra cheia de espinheiros “. É o caso das pessoas que recebem a palavra do Evangelho, mas, depois abandonam o caminho cristão por causa das grandezas falsas do mundo e da sedu¬ção das riquezas. Ouviram o Evangelho, mas se interessaram mais pelos negócios, pelos lucros, pelas vaidades da vida, pelo cuidado exclusivo das coisas da terra. Há também, no mundo das crianças, exemplos desse terreno. São as crianças que conheceram, às vezes desde pequeninas, os ensinos de Jesus, mas, depois de crescidas, preferiram os maus companhei¬ros, as crianças sem Deus, e passaram a interessar-se somente pelos problemas de dinheiro ou de modas, pelos ídolos do cinema ou do futebol. Não querem mais nem Jesus, nem lições de Evangelho. Só pensam em automóveis de luxo, sonham com caminhões, imaginam-se ricos “quando crescerem”... A princípio, sabiam repartir com os pobres o seu dinheirinho, porém, agora só pensam emjuntá-lo: a caridade morreu nos seus corações. O mundo, com suas riquezas falsas (que terminam com a morte), seduziu suas almas e sufocou a plantinha de Deus em seus espíritos. Trocaram Jesus pelos sonhos e ambições de carros de luxo, de figurinos, de roupas elegantes, de campos de esporte, de concursos de beleza, de grandezas sociais... A plantinha de Deus foi sufocada pelos espinhos do egoísmo e das ilusões da vida material. E morreu...
O quarto terreno, “a terra lavrada e boa, é o símbolo do coração que escuta o Evangelho, procurando compreendê-lo e praticá-lo na vida. E a alma que estuda a palavra do Senhor, percebendo que está neste mundo para aprender a Verdade e o Bem. E, assim, dá frutos de bondade e eleva-se para Deus. Abandona seus vícios e maus hábitos, dedicando-se à prática das virtudes, guardando a fé no coração, socorrendo carinhosamente os necessitados e sofredores e buscando os conselhos de Deus no Evangelho de Cristo.
O coração de uma criança verdadeiramente cristã é o bom terreno da parábola: cada semente de Jesus se transforma em trinta, sessenta ou cem bênçãos de bondade, de fé e de auxílio ao próximo. O coração dessa criança deseja conhecer sempre mais e melhor os ensinos cristãos. E se esforça sinceramente para fazer a Vontade Divina: amar e perdoar, crer e ajudar, aprender e servir.
Filhinho, aí está a Parábola do Semeador. Medite nela. Que você, guardando a humildade de coração, se esforce para ser, se ainda não o é, o bom terreno, que recebe os grãos de luz do Divino Semeador e dá muitos frutos de sabedoria e bondade.

TRANSCRIÇÃO DO TEXTO EVANGÉLICO(Conforme Novo Testamento, Tradução Brasileira, Sociedades Bíblicas Unidas, Rio.)


A PARÁBOLA DO SEMEADOR
(Mateus, 13º, versículos, 1 a 9, e 18 a 23)

1 NAQUELE dia, saindo Jesus de casa, sentou-se jun¬to ao mar:
2 E chegaram-se a Ele grandes multidões, de modo que entrou numa barca e se assentou; e todo o povo ficou em pé na praia.
3 E muitas coisas lhe falou em parábolas, dizen¬do: O semeador saiu a semear.
4 E quando semeava, um a parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e come¬ram-na.
5 Outra parte caiu nos lugares pedregosos, onde não havia muita terra; e logo nasceu, porque a terra não era profunda;
6 E tendo saido o sol, queimou-se; e porque não tinha raiz, secou-se.
7 Outra caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram.
8 E outra caiu na boa terra e dava fruto, haven¬do grãos que rendiam cem, outros sessenta, outros trinta por um.
9 Quem tem ouvidos, ouça.
18 Ouvi, pois, a parábola do semeador.
19 Quando alguém ouve a palavra do reino e não a entende, vem o Maligno e tira o que tem sido semeado no seu coração: este é o que foi semeado na beira do caminho.
20 O que foi semeado nos lugares pedregosos, quem ouve a palavra e logo a recebe com alegria.
21 Mas não tem em si raiz, antes é de pouca duração; e sobrevindo tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.
22 O que foi semeado entre os espinhos, é quem ouve a palavra, mas os cuidados do mundo e a sedu¬ção das riquezas abafam a palavra, e ela fica infrutífera.
23 E o que foi semeado na boa terra; é quem ouve a palavra e a entende, e verdadeiramente dá fruto, produzindo a cento, a sessenta e a trinta por um.

Referências: Histórias que Jesus contou, de Clóvis Tavares.

sábado, 4 de julho de 2009

Ilustrações sobre parábolas











Fonte: ALICE LIRIO





O BOM SAMARITANO


Oração: Querido Deus, abençoa a todas as pessoas de bem. Abençoa, também, este nosso encontro. Faz com que saiamos daqui levando boas mensagens. Assim seja!
Estória – O bom Samaritano

Certo homem tinha que fazer uma viagem. Ele morava em Jerusalém e devia ir a uma outra cidade, a Jericó.
Era um caminho abandonado e inseguro por onde ele tinha que passar. Lá não havia nenhuma casa, e lá não havia morador nenhum. Ao redor só havia morros e capoeiras.
Mas depois de um tempinho ... Tap tap - tap - ele escutou alguém se aproximando.

Era um homem vestido de branco. Um sacerdote que tinha feito orações no templo, um servo de Deus. Este de certo teria compaixão do pobre homem. Com certeza iria ajudá-lo.
O homem ergueu a cabeça, devagarzinho, e clamou: "Ajude-me, ajude-me!"
Mas o sacerdote fez de conta que não ouviu nada. Ele não tinha dó desse coitado. Deixou-o abandonado ali e passou depressa para o outro lado do caminho.
O homem infeliz estava outra vez sozinho, e gemia e sofria.
Mas escute!
Tap, - tap - tap ...
Outra vez alguém se aproximava. Agora vinha um levita, um empregado do sacerdote. Este também estivera no templo. Também ele era um servo de Deus. Será que este teria mais compaixão?
"Ajude-me, ajude-mel" Gritava o pobre homem.
Mas o levita também não era um bom servo de Deus. Passou tão depressa corno o sacerdote.
0 ferido estava outra vez sozinho. Sua cabeça doia horrivelmente, e seu corpo todo também. Estava ficando cada vez pior.
Ele suspirava. Ele gemia.
Ninguém tinha compaixão dele. E pensava: Agora tenho certeza que vou morrer aqui!
Mas escute, não vinha outra vez alguém?
Trap - trap - trap ... assim fazia.
Um jumento se aproximava devagarzinho.
E havia um homem montado no jumento. Será que este iria acudir o ferido?
Não, ele certamente não ajudaria. Pois era um samaritano, um homem de um país estranho. Era um inimigo. Este iria zombar e dizer: "Ah, você está deitado aí? Bem feito."
0 pobre homem à beira do caminho fechou os olhos e ficou bem quieto, para que o samaritano não o visse.
Mas escute, o jumento parou. Ouviram-se passos. E alguém falou: "Oh, pobre coitado, que lhe fizeram? Você não pode andar mais? Espere, eu lhe ajudarei I"
Então o samaritano ajoelhou-se ao lado do homem, lavou o sangue e atou um pano na cabeça dolorida. Depois levantou o ferido com muito cuidado e sentou-o no jumento, e ele mesmo foi andando ao lado, para cuidar que o homem não caísse.
Ele nem se lembrava de que esse homem era seu inimigo. Isso não lhe importava. Ele amava seu inimigo. E tinha compaixão dele. Ele era um bom samaritano.
Assim seguiram devagarzinho pelo caminho, até chegarem a um albergue. Isso era uma casa grande, na qual se podia dormir, quando se estava em viagem. Mas devia-se dar dinheiro para isso.
O samaritano carregou o homem para dentro da casa, deitou-o numa cama e cuidou bem dele. E quando ele teve que seguir viagem, na manhã seguinte, chamou o dono do albergue, deu-lhe dinheiro e disse: "Isto é para você, mas você deverá cuidar bem desse pobre homem. Não o mande embora antes de estar bem curado outra vez. E se for preciso pagar mais, dar-lhe-ei o dinheiro quando voltar."
Também esta história o Senhor Jesus mesmo contou.
E quando o Senhor Jesus acabou de contá-la, Ele ainda perguntou: "Quem dos três fez o que Deus queria? O sacerdote, o levita ou o samaritano?"
Não era difícil responder esta pergunta. As pessoas souberam respondê-la com facilidade. E o Senhor Jesus disse: Então, vocês devem fazer assim também.

Oração final: Senhor, nos ajude a ser como o bom samaritano e ajudar aqueles que precisam de nossa ajuda. Assim seja!

Sugestão de atividades:

1. Você pode recontar a estória com as crianças fazendo um teatro.
2. Há também uma atividade para as crianças maiores, que pode ser utilizada.
3. Você pode fazer dobraduras conforme segue-se.














O Bom Samaritano

1. O que aconteceu com o homem durante a sua viagem?









2. Após o incidente, três pessoas passaram perto do viajante. Você se lembra quem eram?
A.

B.

C.

3. Qual dessas três pessoas ajudou ao viajante?



4. O que ele fez para ajudar o viajante?







5. Qual dos três homens agiu de acordo com a vontade e os ensinamentos de Deus?


6. Desembaralhe as palavras e descubra o versículo chave desta estória:
MESMO – AME – VOCÊ – A – PRÓXIMO – AMA – AO – COMO – SEU – VOCÊ





Fonte: ALICE LIRIO)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Comentários sobre a Parábola do Filho Pródigo

COMENTÁRIOS
(Vide abaixo desses comentários trecho do Evangelho de Lucas)

Jesus nos ensinou que há mais alegria no Céu por um pecador que se arrepende, do que por todos os justos que ali estejam. Na Parábola do Filho Pródigo podemos interpretar o “certo homem” como Deus, Nosso Pai e Criador, Senhor de todas as coisas orgânicas e inorgânicas. Desde o átomo e suas partículas mais ínfimas, até do ar que respiramos, da água que bebemos, dos vegetais que nos alimentam, como o oxigênio e as verduras e frutas. Criador das belezas do Céu, do Mar, das Matas, dos Rios e das Flores. Senhor Deus, Nosso Pai dos ensinamentos de Jesus que diz: O Pai trabalha e eu trabalho também.

Dos seres viventes feitos a sua imagem, destacam-se dois filhos: O Pródigo e o Egoísta. Os filhos que possuem toda herança do Criador. Que seriam esses bens? Seriam principalmente, bens espirituais. As maiores dádivas, A FILIAÇÂO DIVINA, O ESPÍRITO IMORTAL, E O LIVRE ARBITRIO.

Mas o filho mais moço estava inquieto. Queria sair e conhecer outras paragens. Ser senhor de seus desejos, tomar posse do que lhe pertencia. Assim pensando, pediu ao Pai: - Dá-me a parte que me cabe dos bens. O Senhor deu-lhe os bens pedidos, o anel de príncipe, o manto real, os haveres materiais como jóias etc.

Passados não muitos dias, este filho partiu, para uma terra distante a cata de aventuras.
Por onde teria passado? Por quais terras do universo, por quais paragens? Aqui no orbe terreno? Encarnado? Desencarnado? Que importa, por aqui, por ai, acolá, quem sabe? Só ele e Deus sabem.
O certo é que desceu fundo. Nesses lugares conheceu amigos e inimigos, influenciou e foi influenciado, negativa ou positivamente. O certo é que não soube com tudo isso lidar. Atravessou desertos e planícies, subiu montanhas, e desceu aos valados. Uniu-se aos que iam em caravanas vendendo e comprando. Ou ainda trocando. Conheceu gente boa, mas conheceu gente má também. Foi roubado, pelos salteadores da estrada.

Chegou com seus poucos haveres, em uma grande cidade cercada de altas muralhas e grandes portais. Ali, alugou uma bela residência cheia de quartos e salões, porque pretendia promover grandes festas. Entreter "amigos" com lautos jantares. Muita festa, muita dança, muitos comes e bebes. E assim viveu em dissolutas orgias criminosas. Consumindo, esbanjando, menosprezando todas aquelas dádivas divinas que herdara de seu Augusto Pai.

Desprezou até seu corpo físico com tantas intemperanças praticadas. Começou a sentir-se fraco e dente. Tornou-se pobre, roto, faminto e miserável, e teve que desocupar a bela residência e viver em pensões baratas e sujas. Procurou os amigos de antes, mas como não tinha mais dinheiro, também não tinha mais amigos. Estes lhe voltaram as costas. Aprendeu a lição de que " de onde se tira e não põe, acaba". Experimentou, inevitavelmente, da grande Lei de Justiça (Lei de Causa e Efeito). Continuou descendo, descendo, até ao fundo do abismo.

Conta-nos o Evangelista Lucas, que o Pródigo, sofreu bastante. Estando por longo tempo doente e abatido, chegou a ser preso, porque acharam que era um vadio qualquer. Andou ao léu, e depois de percorrer tortuosos caminhos de dores amargas acercou-se de um pequeno sitio, onde eram criados porcos.

Na porteira, titubeou em apresentar-se ao dono da chácara, com receio de ser mal interpretado. Bateu palmas e o dono lá de longe disse:

- Não queremos vadios ou mendigos por aqui, vá andando.

- Senhor, disse o Pródigo, não sou vadio ou mendigo. Estou faminto é bem verdade, mas procuro trabalho, não se preocupe. Se me deres trabalho tratarei dos porcos e comerei das alfarrobas que os alimentam.

E ali ficou por algum temo meditando sobre sua vida e fez um retrospecto nos acontecimentos vividos. Racionalizando, lembrou com saudades de seu bondoso Pai e de seu lar cheio de beleza e fartura, onde os empregados, tinham comida abundante. Arrependido e lembrando-se de que o Pai lhe dissera, que quando quisesse voltar, poderia, que ele estaria esperando-o de braços abertos.

Voltarei para o meu Pai. E a volta se processou, muito penosa. Séculos e séculos. Encarnações e processos espirituais expiatórios e provas. Tudo para se quitar com a GRANDE LEI DE JUSTIÇA. Em que somos livres para plantar, porem a colheita é obrigatória. Tinha que reconquistar a saúde espiritual e apresentar-se com a túnica nupcial. Mas estava determinado a voltar.

O Pai conhecia amplamente o novo estado de espírito do filho. Sentiu como Pai amoroso e justo a sua decisiva transformação. E vinha ele longe, na caminhada evolutiva e o Pai já o avistara e esperava. Compadecido dele, correndo o abraçou e beijou, sentindo naquela alma a maior sinceridade. Do seu coração magnânimo partiram eflúvios benditos de amor. E o filho lhe disse:

- Pai, pequei contra o Céu e contra Ti. Já não sou digno de ser chamado Teu filho. Trata-me como a um de teus trabalhadores.

O Pai compadecido disse:

- Filho estas novamente em teu Lar. Voltas-te para o que é teu.

E chamando os servos, disse-lhes:
- Trazei depressa a melhor roupa. Vesti-o, pondo-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Regozijemo-nos também com uma grande festa. Porque este meu filho estava morto e viveu, estava perdido e foi achado.

Há mais alegria no Céu por um pecador que se arrepende, do que por todos os justos que ali estão.

O bom filho a casa torna.

A melhor roupa é a túnica nupcial que é a luz do espírito.

O anel representa o brasão de príncipe.

As sandálias representam a proteção espiritual, merecida pelo filho.

Estava o filho mais velho (Filho Egoísta) no campo e quando voltava, ouviu a música e as danças. Chamou um dos criados e perguntou o que era aquilo. O criado informou:

- Veio o teu irmão e teu Pai mandou matar um novilho cevado, porque o recuperou com saúde.

Ele se indignou e não queria entrar, saindo o Pai que procurava conciliá-lo. Mas ele respondeu a seu Pai:

- Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma de tuas ordens e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos. Vindo porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele um novilho cevado.

Então lhe respondeu o Pai:

- Meu filho, tudo o que é meu é teu. Entretanto é preciso que nos alegremos, porque esse teu irmão, estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.

O egoísta mostra-se magoado e protesta. Retruca o Pai:

- É certo que não dissipaste os bens herdado mas por isso nada sofrestes. Ao passo que teu irmão, suportou todos os revezes e torturas originários dos erros que cometeu. Hoje é sábio pela experiência adquirida Virtuoso, pelo sofrimento suportado. Puro, graças ao batismo do fogo, que recebeu através do cadinho da dor. Hoje regressa ele ao Lar paterno mansão de todos os filhos, qual perdido, encontrado, qual morto, redivivo. É um ato de justiça, portanto, a expansão de amor com que o recebi.

Os dois irmãos representam a humanidade.

O Pródigo é a fiel imagem dos pecadores, cujas faltas, transparecem, ressaltam logo a primeira vista. Semelhantes transviados, deixam-se arrastar ao sabor das intemperanças, como barcos que vagam a mercê das ondas sem leme e sem bússola. Sabem que são pecadores, estão cônscios das próprias imperfeições e comumente ostentam para os que têm olhos de ver, apesar de graves faltas, apreciáveis Virtudes.

Já o filho mais velho, o Egoísta, é a perfeita encarnação dos pecadores que se julgam isentos de culpa. Protótipos das virtudes, únicos herdeiros das bem-aventuranças eternas, pelo fato de se haverem abstido do mal. São os orgulhosos, os exclusivistas os sectários que se apartam dos demais para não se contaminarem, como faziam os fariseus que desprezavam os samaritanos. E o fariseu que orava no Templo, quando Jesus nos faz lembrar que quem se humilha, será exaltado e quem se exalta será humilhado. O Pródigo, ao seu ver, deve ser excluído do Lar. Não vêem ligação alguma de solidariedade entre os membros da família humana. Quando se refere ao Pródigo, diz: "esse teu filho". Descrêem da reabilitação dos culpados. Imaginam-se no alto e os demais em baixo.

O mal do Egoísta é muito mais profundo, está muito mais radicado que o do Pródigo. O Pródigo tem qualidades ao lado de defeitos. O Egoísta não tem vícios, mas igualmente não tem virtudes. O Egoísta não esbanja os dons: esconde-os, como os avarentos escondem as moedas. Não mata, porém é incapaz de arriscar um fio de cabelo para salvar alguém. Não rouba, mas também não dá. Tais pecadores acham-se, por isso, mais longe de Deus que os demais, apesar das aparências denunciarem o contrário (lembrar que parecer não é ser).

As virtudes são mais facilmente simuladas do que adquiridas. Quem simula, quer parecer. Quem adquire é Virtuoso. A prova está em que as íntimas simpatias, de todos que lêem a Parábola, se inclinam para o Pródigo, num movimento natural e espontâneo à escolha do coração. Depois, nós pecadores confessos, vemos, na vida do Pródigo, a nossa própria história. Sua epopéia é a nossa esperança. Eis porque com ele tanto simpatizamos.

(Referências: Comentários da Parábola por Vinícius, em seu livro Nas Pegadas do Mestre, Cap. 22, disponível em http://lubeheraborde.blogspot.com [03 jul 2009])

A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO*
(Bíblia com tradução de João Ferreira de Almeida)
* Sinônimo de Pródigo: Perdulário, Dissipador, Esbanjador

LUCAS [15]
11 Disse-lhe mais: Certo homem tinha dois filhos.
12 O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me toca. Repartiu-lhes, pois, os seus haveres.
13 Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntando tudo, partiu para um país distante, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente.
14 E, havendo ele dissipado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a passar necessidades.
15 Então foi encontrar-se a um dos cidadãos daquele país, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos.
16 E desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada.
17 Caindo, porém, em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!
18 Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti;
19 já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados.
20 Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.
21 Disse-lhe o filho: Pai, pequei conta o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.
22 Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés;
23 trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos,
24 porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se.
25 Ora, o seu filho mais velho estava no campo; e quando voltava, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e as danças;
26 e chegando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo.
27 Respondeu-lhe este: Chegou teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.
28 Mas ele se indignou e não queria entrar. Saiu então o pai e instava com ele.
29 Ele, porém, respondeu ao pai: Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com meus amigos;
30 vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.
31 Replicou-lhe o pai: Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu;
32 era justo, porém, regozijarmo-nos e alegramo-nos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado.